sexta-feira, 10 de outubro de 2014

As origens de um congresso conservador


Não, não se trata de política. É opinião, eu não gosto de ver e pronto. Pessoas que não sigam o padrão, que não respeitem  a ordem natural das coisas, que  elas saiam da minha vista e pronto! Que fiquem lá para os seus grotões, a mendigar, enfastiar-se de suas drogas e vícios, tenho asco à desordem, à falta de higiene, à burrice, à ignorância, à fala exagerada, à falta de pudor, à pobreza! Tenho direito a escolher não ver, não conviver, não aceitar. Por que tenho que achar normal conviver com o degenerado, se ele não quer se ajeitar, acha natural viver no lixo e na desordem? A imoralidade se banalizou, virou regra, imposta a quem quer levar uma vida normal, tranquila, sem atropelos.
Não, não é política. É uma questão de liberdade. Eu sou livre para ir e vir, escolher aqueles que andam à minha volta, em que espaços meus filhos devem circular, que valores quero lhes dar. Quero pagar pela tranquilidade de saber por onde ando e o que vou encontrar, já que é para isso que trabalho e pago impostos.
Não é política, eu odeio política. Não tenho uma formação ideológica, porque não existe ideologia hoje. Os políticos são uns aproveitadores, querem tudo para si, então que levem tudo logo e tirem o Estado da minha vida. Os partidos são isto que se vê, grandes máquinas de corrupção, que levam nossos votos, nosso dinheiro e não nos dão nada. Deixam as cidades esse lixo que está vendo agora, onde eu tenho que ver de tudo, com medo de perder a minha vida, além de tudo o que dei muito duro para comprar.   
Antigamente, não se vivia assim. O homem trabalhava, comprava a sua casa, construía a sua família, o seu legado, morria tranquilo. Agora, não pode ter paz nem em casa nem na rua. Não há empregadas de confiança e os de fora não querem trabalhar ou não precisam. Estão aí a fazer filhos, a única coisa para que vivem, trazendo mais degenerados ao mundo, são uns animais!  
Está tudo fora do lugar, estão todos fora do lugar e a culpa é da política. Tudo que vira político se corrompe, é um efeito necessário. A começar pela mulher. Já viu mulher na política que seja bonita, feminina? Que tenha uma visão técnica e equilibrada das coisas? Até aceito que sejam menos corruptas, mas também não podem fazer nada para mudar como as coisas funcionam. Não faz parte da sua natureza e pronto. Se começam a trabalhar e vem a TPM, onde vamos parar? Eu não confio, não adianta. Prefiro os previsíveis ladrões, destes eu já sei o que esperar.
Não confio na política, não quero participar, não quero disputar a minha visão racional das coisas com uma massa de ignorantes, que vendem os votos por um prato de comida.  Vivo num país livre, onde não sou obrigado a compartilhar o que tenho com quem não faz nada e posso pensar como quero, não estamos em Cuba!
A política é a consagração da mediocridade humana. Ela diz que as diferenças são privilégios e logo impõe a igualação dos desiguais. Ela quer impedir que as coisas sejam como são e como devem ser. Por causa dela, eu nem mesmo posso dizer a verdade mais evidente, pois há sempre hipócritas a me censurar. A verdade é que alguns são melhores, mais capazes e mais competentes. A eles o mundo deve pertencer. Quanto ao resto, que vivam para lá...

E pode ficar tranquilo disto. Um dia pensará como eu, quando tiver que dar duro e perceber o quanto o mundo é injusto com os homens de bem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário