Não,
não se trata de política. É opinião, eu não gosto de ver e pronto. Pessoas que
não sigam o padrão, que não respeitem a
ordem natural das coisas, que elas saiam
da minha vista e pronto! Que fiquem lá para os seus grotões, a mendigar,
enfastiar-se de suas drogas e vícios, tenho asco à desordem, à falta de
higiene, à burrice, à ignorância, à fala exagerada, à falta de pudor, à
pobreza! Tenho direito a escolher não ver, não conviver, não aceitar. Por que
tenho que achar normal conviver com o degenerado, se ele não quer se ajeitar,
acha natural viver no lixo e na desordem? A imoralidade se banalizou, virou
regra, imposta a quem quer levar uma vida normal, tranquila, sem atropelos.
Não,
não é política. É uma questão de liberdade. Eu sou livre para ir e vir,
escolher aqueles que andam à minha volta, em que espaços meus filhos devem circular, que valores quero lhes dar. Quero pagar pela tranquilidade de saber por
onde ando e o que vou encontrar, já que é para isso que trabalho e pago
impostos.
Não
é política, eu odeio política. Não tenho uma formação ideológica, porque não
existe ideologia hoje. Os políticos são uns aproveitadores, querem tudo para
si, então que levem tudo logo e tirem o Estado da minha vida. Os partidos são
isto que se vê, grandes máquinas de corrupção, que levam nossos votos, nosso
dinheiro e não nos dão nada. Deixam as cidades esse lixo que está vendo agora,
onde eu tenho que ver de tudo, com medo de perder a minha vida, além de tudo o
que dei muito duro para comprar.
Antigamente,
não se vivia assim. O homem trabalhava, comprava a sua casa, construía a sua
família, o seu legado, morria tranquilo. Agora, não pode ter paz nem em casa
nem na rua. Não há empregadas de confiança e os de fora não querem trabalhar ou
não precisam. Estão aí a fazer filhos, a única coisa para que vivem, trazendo
mais degenerados ao mundo, são uns animais!
Está
tudo fora do lugar, estão todos fora do lugar e a culpa é da política. Tudo que
vira político se corrompe, é um efeito necessário. A começar pela mulher. Já
viu mulher na política que seja bonita, feminina? Que tenha uma visão técnica e
equilibrada das coisas? Até aceito que sejam menos corruptas, mas também não
podem fazer nada para mudar como as coisas funcionam. Não faz parte da sua
natureza e pronto. Se começam a trabalhar e vem a TPM, onde vamos parar? Eu não
confio, não adianta. Prefiro os previsíveis ladrões, destes eu já sei o que
esperar.
Não
confio na política, não quero participar, não quero disputar a minha visão
racional das coisas com uma massa de ignorantes, que vendem os votos por um
prato de comida. Vivo num país livre,
onde não sou obrigado a compartilhar o que tenho com quem não faz nada e posso
pensar como quero, não estamos em Cuba!
A
política é a consagração da mediocridade humana. Ela diz que as diferenças são
privilégios e logo impõe a igualação dos desiguais. Ela quer impedir que as
coisas sejam como são e como devem ser. Por causa dela, eu nem mesmo posso
dizer a verdade mais evidente, pois há sempre hipócritas a me censurar. A
verdade é que alguns são melhores, mais capazes e mais competentes. A eles o
mundo deve pertencer. Quanto ao resto, que vivam para lá...
E
pode ficar tranquilo disto. Um dia pensará como eu, quando tiver que dar duro e
perceber o quanto o mundo é injusto com os homens de bem.

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